Este painel reúne indicadores macroeconômicos globais — crescimento, inflação, juros, câmbio e percepção de risco. Juntos, formam o pano de fundo que influencia todas as classes de ativos.
Fonte: VADER (sentimento), Perplexity AI (geopolítico), Claude API (comentário)
Mapa interativo com indicadores macroeconômicos por país — PIB, inflação, juros, câmbio e yield[?] de títulos. Alterne entre camadas (tipo e período) e clique em qualquer país para abrir o painel de detalhes.
Fonte: FRED, EODHD, forex.db, Perplexity AI
Desvio entre a taxa prescrita pela Regra de Taylor[?] e a taxa efetiva de política monetária para 29 economias. Barras à direita (dourado) indicam política monetária mais frouxa que o prescrito; à esquerda (azul), mais apertada.
Fonte: FRED (PIB, CPI), BCB SGS 432 (Selic)
Desempenho das principais moedas contra o dólar americano em múltiplos períodos. Retornos positivos indicam valorização da moeda frente ao USD. O gráfico de dispersão mostra a correlação[?] entre câmbio e bolsa por país.
| Moeda | Taxa [?] | 1S [?] | 1M | 3M | YTD | 12M | Loading [?] |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Yuan Chinês | 6.8005 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +2.8% | +4.5% | — |
| Rupia Indonésia | 17705.8200 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -6.2% | -7.5% | — |
| Rupia Indiana | 96.3500 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -7.1% | -9.2% | — |
| Korean Won | 1504.5800 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -4.3% | -8.3% | — |
| Ringgit Malaio | 3.9720 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +2.0% | +5.6% | — |
| Peso Filipino | 61.6300 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -4.7% | -8.1% | — |
| Dólar de Singapura | 1.2796 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +0.5% | +0.3% | — |
| Baht Tailandês | 32.6000 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -3.5% | -2.7% | — |
| Dólar Taiwanês | 31.6150 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -0.9% | -4.1% | — |
| Dong Vietnamita | 26357.0000 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -0.2% | +0.1% | — |
| Coroa Tcheca | 20.8710 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -1.4% | -0.4% | — |
| Libra Egípcia | 53.2700 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -11.7% | -10.6% | — |
| Florim Húngaro | 309.1800 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +5.5% | +7.9% | — |
| Shekel Israelense | 2.8973 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +9.1% | +13.4% | — |
| Naira Nigeriana | 1371.0200 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +5.2% | +9.0% | — |
| Zloty Polonês | 3.6420 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -1.4% | -0.9% | — |
| Leu Romeno | 4.4737 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -3.3% | -3.9% | — |
| Rublo Russo | 72.4500 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +8.0% | +13.4% | — |
| Lira Turca | 45.5644 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -6.1% | -10.4% | — |
| Rand Sul-Africano | 16.6388 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -0.8% | +5.2% | — |
| Dólar Australiano | 0.7142 | +0.0% | +0.0% | +0.0% | +7.0% | +8.4% | — |
| Euro | 1.1643 | +0.0% | +0.0% | +0.0% | -0.9% | -0.5% | — |
| Libra Esterlina | 1.3415 | +0.0% | +0.0% | +0.0% | -0.4% | -0.8% | — |
| Dólar Neozelandês | 0.5829 | +0.0% | +0.0% | +0.0% | +0.7% | -1.6% | — |
| Dólar Canadense | 1.3743 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -0.1% | +0.7% | — |
| Franco Suíço | 0.7853 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +1.0% | +1.5% | — |
| Iene Japonês | 158.9400 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -1.4% | -7.8% | — |
| Coroa Norueguesa | 9.2649 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +8.1% | +7.2% | — |
| Coroa Sueca | 9.4006 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -2.0% | -0.2% | — |
| Peso Argentino | 1396.0000 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +3.8% | +1.4% | — |
| Real Brasileiro | 4.9907 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +8.9% | +8.3% | — |
| Peso Chileno | 900.4000 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +7.0% | — |
| Peso Colombiano | 3797.7200 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -1.5% | +3.2% | — |
| Peso Mexicano | 17.2914 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | +3.9% | +7.2% | — |
| Peruvian Sol | 3.4223 | -0.0% | -0.0% | -0.0% | -1.8% | +2.0% | — |
Retornos positivos = moeda valorizou vs USD. Sparkline 90d mostra variação % acumulada.
Loading: coeficiente de transmissão câmbio→bolsa estimado via PanelOLS com efeitos fixos por país e erros-padrão Driscoll-Kraay. Valores negativos indicam que a depreciação da moeda está associada a queda da bolsa local.
Fonte: EODHD forex.db
Quais bolsas caem mais quando a moeda local enfraquece? Analisamos o efeito diário do câmbio sobre as bolsas de 38 países, descontando fatores globais (S&P 500, VIX, ouro, petróleo) via regressão de painel[?]. Quanto mais negativo o índice, maior a vulnerabilidade da bolsa local a choques cambiais.
Fonte: EODHD (índices, câmbio), FRED (fatores globais)
Quanto estresse há no sistema financeiro agora? Este índice composto combina 20 indicadores de volatilidade e crédito (VIX, volatilidade de commodities, spreads de crédito, ETFs de risco) em uma visão unificada de risco sistêmico[?]. O gráfico mostra qual dimensão (ações, crédito, emergentes) está dominando o estresse.
Fonte: FRED (VIX, VXN, VXEEM, GVZ, OVX), EODHD (ETFs de crédito)
O destaque do momentum está concentrado em ações de alta força relativa, com BE (98), NBIS (96), COHU (90), BVC (90), VBNK (89) e GORO (89), enquanto nos ETFs aparecem produtos mais alavancados e temáticos, como NVDU.US (69), NVDX.US (69) e MSTU.US (68), além de EMXC.US, EEM.US e AVEM.US (66). Nos fluxos institucionais, o dinheiro está entrando forte em ETFs amplos de ações dos EUA, com iShares Core S&P 500 ETF (+1664M), SPDR S&P 500 ETF Trust (+1524M) e iShares Russell 2000 ETF (+911M), e saindo de cripto e de aposta tática em semicondutores, como iShares Bitcoin Trust (-1318M), Direxion Daily Semiconductor B (-608M) e iShares Ethereum Trust ETF (-527M). O quadro geral sugere um regime de mercado favorável a ativos de risco, mas com rotação para exposição ampla em índices e simultânea busca por nomes e ETFs com momentum elevado. O backtest fuzzy de 3 meses reforça esse viés, com retorno médio de 10,0%, excesso de 5,4% versus SPY e win rate de 69%.
Este painel oferece uma visão sobre quais tipos de ativos estão performando melhor ou pior — e por quê. Todas as análises são baseadas em metodologias quantitativas robustas e amplamente utilizadas no meio acadêmico e institucional.
O sistema usa lógica fuzzy[?] para avaliar cada ativo: em vez de regras rígidas (ex: "acima da média móvel de 20 dias → alta"), ele atribui graus de pertinência a vários indicadores de alta. 11 regras combinam esses graus para gerar um sinal (forte ou moderado) com uma confiança entre 0 e 1. Um score de momentum é gerado ao ponderar cada indicador avaliado. Os 6 ativos com maior score são exibidos em cada grupo abaixo. Clique em "Ver Detalhes" para ver o gráfico de preço recente. Logo abaixo, apresentamos um backtest da metodologia, para avaliar se o score previu retornos positivos retrospectivamente.
Pesquise qualquer ação ou ETF do universo para ver seu score composto, percentil e posição na distribuição.
Para testar se o sistema realmente funciona, voltamos no tempo: a cada sexta-feira das últimas 52 semanas, recalculamos os scores usando apenas dados disponíveis naquela data (sem espiar o futuro). Os top 6 ações + 6 ETFs foram selecionados e então medimos o que realmente aconteceu com esses ativos nos 1, 2 e 3 meses seguintes. Os 3 indicadores abaixo resumem o resultado de 3 meses: o retorno médio dos picks, quanto superaram o S&P 500, e em quantas semanas os picks bateram o índice (Win Rate — acima de 50% significa que na maioria das semanas o sistema acertou).
Fonte: EODHD (preços históricos)
Fonte: EODHD (preços, fundamentos, 4K símbolos)
Mostra os ETFs que mais receberam e mais perderam capital na última semana, medido pela variação no volume diário médio negociado. Útil para identificar para onde o dinheiro institucional está fluindo.
| ETF | Fluxo 7d | Variação | Vol/dia |
|---|---|---|---|
| +$1664.5M | +36.8% | $6192.4M | |
| +$1524.2M | +5.6% | $28615.8M | |
| +$910.9M | +19.2% | $5666.3M | |
| +$894.3M | +47.7% | $2768.7M | |
| +$609.9M | +2.8% | $22255.6M |
| ETF | Fluxo 7d | Variação | Vol/dia |
|---|---|---|---|
| $1318.5M | -34.4% | $2514.8M | |
| $608.5M | -9.3% | $5942.1M | |
| $526.7M | -43.7% | $678.6M | |
| $507.4M | -30.0% | $1184.3M | |
| $469.6M | -18.3% | $2099.9M |
Fonte: EODHD (ETF prices, AUM, holdings)
Os ativos do universo são agrupados em portfólios temáticos (momentum, diversificado, defensivo, dólar, ouro, petróleo, etc.) com base em como se comportam juntos. Ativos que sobem e descem de forma parecida ficam no mesmo grupo. Selecione um portfólio no menu para ver os ativos que o compõem. Clique em qualquer ponto da rede para ver os detalhes do ativo e seus pares mais relacionados — se o ativo pertencer a outro portfólio, a visualização muda automaticamente.
Fonte: EODHD (retornos, correlações)
Panorama do mercado de REITs: desempenho por sub-setor, comparação geográfica e os melhores performers recentes.
| Setor | Ret 1M | Ret 6M | Yield |
|---|---|---|---|
| Mortgage (22) | +0.9% | -9.2% | 14.2% |
| Specialty (15) | -2.2% | -0.4% | 4.2% |
| Residential (20) | -2.4% | -3.0% | 6.8% |
| Office (18) | -3.1% | +404.0% | 5.2% |
| Retail (24) | -3.1% | +1.1% | 4.2% |
| Diversified (13) | -3.3% | +1.4% | 6.4% |
| Healthcare Facilities (16) | -3.4% | +3.5% | 4.3% |
| Industrial (16) | -4.0% | +6.1% | 4.7% |
| Hotel & Motel (12) | -4.2% | +49.8% | 3.9% |
| Setor | Ret 1M | Ret 6M | Yield |
|---|---|---|---|
| Diversified (34) | +209.1% | +146.7% | 0.5% |
| Office (2) | +0.4% | +3.8% | 0.0% |
| Specialty (4) | +0.2% | -0.9% | 0.0% |
| Residential (2) | -1.3% | -4.1% | 0.0% |
| Retail (3) | -2.2% | -27.7% | 0.0% |
| Industrial (2) | -3.4% | -22.0% | 0.0% |
Fonte: EODHD (fundamentals_enrichment — REITs)
Energia lidera com folga no dashboard, com +105,6% YTD, refletindo a combinação de tensão geopolítica no Oriente Médio, risco sobre o Estreito de Ormuz e força recente do Brent e do gás, enquanto Grains (+12,6% YTD) e Industrial Metals (+11,2% YTD) seguem firmes por oferta mais apertada e estoques ajustados. Entre as commodities, Gas Oil (+132,3% YTD), Heating Oil (+117,7% YTD) e Brent Crude (+99,0% YTD) foram os destaques positivos, em linha com o choque de energia; no agro, Cotton (+18,5% YTD) e Sugar (+2,5% YTD) aparecem no topo das altas mensais, enquanto Cocoa (-37,6% YTD) e Coffee (-23,1% YTD) seguem entre as maiores quedas, coerentes com ajustes de safra e normalização parcial da oferta. Natural Gas ainda está em -7,8% YTD, apesar do pano de fundo de demanda sazonal e estoques europeus mais apertados, e as variações de 1M ficaram em 0,0% em todas as categorias, sugerindo que o movimento recente está concentrado no acumulado do ano e em descolamentos específicos entre energia, grãos e softs.
Este painel acompanha o desempenho das principais commodities globais, suas relações de equilíbrio estatístico e os fluxos comerciais bilaterais entre países. Juntos, esses indicadores revelam pressões de oferta e demanda que afetam câmbio, inflação e ações de produtores.
Painel de retornos por categoria (clique para filtrar). Dados dos subíndices Bloomberg Commodity[?] (BCOM). Para cada commodity, exibimos as 5 ações com maior correlação[?] nos últimos 30 dias.
Fonte: EODHD — Bloomberg Commodity Indices (BCOM)
Monitora relações históricas entre commodities usando testes de cointegração[?]. Quando dois ativos que normalmente andam juntos se descolam, o z-score[?] indica a intensidade do desvio. A meia-vida[?] estima o tempo esperado de correção.
Fonte: EODHD commodities.db — Engle-Granger / Johansen
Visualização dos maiores corredores de comércio bilateral[?] de commodities, 2014–2025. Nós dourados são exportadores líquidos; azuis, importadores líquidos. Dados: UN Comtrade[?].
Fonte: UN Comtrade (comércio bilateral, 2014–2025)
A curva DI segue precificando juros ainda altos, coerente com a Selic em 14,00% após o corte do Copom em 05/08 e com o mercado esperando 13,75% no fim de 2026, enquanto o Focus de 08/09 mostrou IPCA de 5,00% para 2026, acima da meta. Nesse ambiente, a inflação implícita da ETTJ tende a ficar pressionada, porque a leitura de juros reais exige prêmio adicional sobre uma inflação ainda desancorada. Como o dashboard não trouxe os títulos IPCA+ com maior spread vs ETTJ, não dá para identificar quais papéis estão mais esticados, mas o tema de spread elevado continua sendo o ponto central da leitura de valor relativo. O quadro recente do Copom e a piora/estabilidade das expectativas no Focus reforçam uma curva ainda sensível a risco de inflação e a eventual impacto fiscal.
Este painel cobre o mercado de renda fixa brasileiro — títulos públicos, curvas de juros, projeções do mercado e simulações estocásticas. Permite avaliar oportunidades em títulos, acompanhar expectativas de inflação e juros, e entender a estrutura a termo.
Quanto rendem os títulos do Tesouro Direto hoje — e estão pagando acima ou abaixo do justo? A tabela compara a taxa real de cada IPCA+[?] com a curva teórica ETTJ[?] da ANBIMA. Spreads positivos indicam oportunidade — o título paga acima da curva. Compare os cenários Monte Carlo com o retorno do CDI[?].
Fonte: Tesouro Direto, ANBIMA (ETTJ), BCB SGS (IPCA, CDI)
Fonte: B3 Derivativos (DI1, FRC)
Fonte: ANBIMA via pyettj (modelo Svensson)
| Indicador | 2026 | 2027 | ||
|---|---|---|---|---|
| Mediana | Trend | Mediana | Trend | |
| IPCA | 5.01% [4.30 — 5.81] |
4.28% [3.17 — 6.00] |
||
| Selic | 13.75% a.a. [12.75 — 14.00] |
12.00% a.a. [9.75 — 14.00] |
||
| Câmbio (R$/US$) | 5.20 [4.80 — 5.60] |
5.30 [4.70 — 5.68] |
||
| PIB Total | 1.92% [1.33 — 2.40] |
1.50% [0.67 — 2.50] |
||
| IGP-M | 4.38% [2.36 — 5.51] |
4.10% [1.78 — 7.09] |
||
| Dívida Bruta / PIB | 83.22% PIB [81.90 — 86.24] |
87.20% PIB [83.80 — 92.19] |
||
| Resultado Primário / PIB | -0.50% PIB [-0.90 — 0.00] |
-0.40% PIB [-1.00 — 0.50] |
||
| IPCA Administrados | 4.69% [3.70 — 6.42] |
3.83% [2.73 — 5.52] |
||
| IPCA Serviços | 5.59% [4.33 — 6.70] |
5.06% [2.62 — 7.10] |
||
| IPCA Livres | 5.14% [3.79 — 6.32] |
4.44% [2.22 — 5.98] |
||
| Desemprego | 5.40% [4.68 — 6.00] |
5.90% [4.70 — 7.00] |
||
| Indicador | 6M MAE | 12M MAE | 24M MAE |
|---|---|---|---|
| IPCA |
1.36
bias -0.3 · n=10
|
1.38 ▼
bias -0.6 · n=10
|
1.59 ▼
bias -1.0 · n=10
|
| Selic |
0.85
bias -0.1 · n=10
|
2.29
bias -0.1 · n=10
|
4.55 ▼
bias -0.8 · n=10
|
| Câmbio |
0.27
bias -0.1 · n=10
|
0.61
bias -0.1 · n=10
|
0.76 ▼
bias -0.5 · n=10
|
| PIB |
0.98 ▼
bias -0.9 · n=10
|
1.86
bias -0.2 · n=10
|
2.07 ▲
bias +0.5 · n=10
|
| IGP-M |
3.84 ▼
bias -1.5 · n=10
|
5.81 ▼
bias -3.1 · n=10
|
6.14 ▼
bias -3.6 · n=10
|
| Desemprego |
1.44 ▲
bias +1.4 · n=4
|
2.20 ▲
bias +2.2 · n=4
|
3.36 ▲
bias +3.4 · n=3
|
Fonte: BCB Focus (alvos), B3 DI1 (curva), erros históricos Focus (volatilidade)
Análise da Semana 09/09/2026 21:46
O pano de fundo da semana é claramente de maior tensão geopolítica, com foco concentrado em Oriente Médio e Leste Europeu, mas ainda sem transbordar para um estresse sistêmico nos preços de risco. Os scores de sentimento VADER mostram sinais bastante negativos em Qatar (-0.823), Irã (-0.477), Israel e Líbano (ambos -0.553), refletindo a combinação de risco sobre o Estreito de Ormuz – com alerta de “catástrofe industrial” caso o bloqueio persista – e escalada militar entre Israel e Hezbollah no sul do Líbano, com dezenas de mortos nos últimos dias. Ao mesmo tempo, o conflito Rússia-Ucrânia segue intenso, com ataques russos causando vítimas civis e relatos de pressão estratégica sobre cidades no Donbas, gerando sentimento negativo em Rússia (-0.406), Ucrânia (-0.310) e também impacto em países europeus próximos ao conflito como Reino Unido (-0.354) e Austrália (-0.421, pelo canal de commodities e segurança). Apesar disso, o tom agregado para grandes economias desenvolvidas é mais equilibrado: Estados Unidos ainda levemente negativo (-0.132), enquanto Japão mostra score positivo (+0.233), suportado por expectativas de normalização monetária e dados de emprego mais firmes; Alemanha aparece praticamente neutra-positiva (+0.054), com o fluxo de notícias concentrado em política europeia e inflação acima de 3% sustentando expectativas de aperto adicional do BCE.
No mapa de índices, o destaque absoluto é a Ásia e alguns emergentes específicos, com forte compressão de risco idiossincrático em tecnologia e exportadores. A Coreia do Sul lidera com retorno YTD de +93,3%, acumulando +50,0% em 3 meses e +27,8% em 1 mês, em um ambiente de PIB moderado (1,25%), inflação de 3,34% e juros de apenas 2,91%, o que implica juro real ligeiramente negativo (-0,4%) e política monetária ainda acomodatícia em relação ao boom de ativos. Taiwan também mostra desempenho muito forte (YTD +39,0%, 3M +24,7%, 1M +9,4%), reforçando o tema de semicondutores e tecnologia na região, ainda que os dados macro estejam incompletos no painel. Singapura aparece com fundamento sólido – PIB em 3,75%, inflação baixa em 0,9% – e um índice avançando +25,7% no ano, com +20,6% em 3M e +6,2% em 1M, sugerindo uma combinação de crescimento estável e percepção de porto seguro regional. Do lado emergente, Nigéria surpreende com YTD de +60,9%, 3M de +40,5% e 1M de +18,1%, mesmo com inflação muito alta (23,01%) e sem dado de curva de juros, indicando possivelmente uma reprecificação de ativos após stress anterior, em ambiente ainda macroeconômico frágil. Já Romênia mostra alta relevante de +28,6% YTD, mas com PIB negativo (-1,97%) e inflação elevada (7,19%), evidenciando uma dissociação entre ciclo econômico fraco e desempenho de mercado, possivelmente sustentado por fluxos regionais e expectativa de reversão futura da contração.
Na ponta oposta, a fotografia dos “bottom 8” revela pressão concentrada em alguns emergentes com juros altos e/ou desafios externos, além de mercados desenvolvidos mais sensíveis a commodities. O Brasil se destaca negativamente com -10,5% em 1M e -6,7% em 3M, apesar de ainda acumular +9,8% no ano. O país combina PIB moderado (2,47%), inflação em 5,53% e juros nominais muito elevados (14,0%), o que resulta no maior juro real do painel, em torno de 8,5% – ao lado de uma curva de juros invertida (spread 10Y-2Y de -0,13%), sugerindo aperto monetário intenso e expectativa de desaceleração futura. Esse contraste entre juro real muito alto e desempenho recente fraco do índice reforça a leitura de que a bolsa local vem sofrendo com ajuste de prêmio de risco, possivelmente em interação com câmbio e percepção política. O bloco Ásia ex-core – Indonésia (-25,5% YTD, -19,8% em 3M, -15,1% em 1M) e Austrália (-1,4% YTD, -4,0% em 1M e 3M) – mostra sensibilidade elevada ao canal de commodities e à narrativa de “russian pincer” no Donbas, que mantém incerteza sobre oferta de energia e metais e retroalimenta preocupações de crescimento global, especialmente para exportadores de minério e carvão. Na Europa, República Tcheca entrega -5,6% YTD, -6,8% em 3M e -5,2% em 1M, com PIB negativo (-0,79%) e inflação moderada (1,85%), além de juros em 3,68% e curva levemente inclinada (1,02%), indicando um quadro mais clássico de ciclo fraco e mercado acompanhando o baixo dinamismo.
No câmbio, os dados de retorno estão zerados no horizonte 1 semana, 1 mês e 3 meses, tanto para os “winners” asiáticos (yuan chinês, rupia indonésia, rupia indiana, won coreano, ringgit malaio, peso filipino, dólar de Singapura, baht tailandês) quanto para os “losers” em G10 e América Latina (coroa norueguesa, coroa sueca, peso argentino, real brasileiro, peso chileno, peso colombiano, peso mexicano, sol peruano). Essa neutralidade de variação em relação ao dólar sugere que, no agregado, o impacto recente de câmbio sobre os índices não foi o principal driver no último mês, e os movimentos de bolsa que aparecem no painel parecem muito mais ligados a fatores internos (juros reais, curva de juros, crescimento e risco político) do que a movimentos cambiais diretos no período observado. Ainda assim, em países com juro real muito elevado como Brasil (8,5%) e Indonésia (3,5%), o histórico de sensibilidade cambial tende a ser relevante: moedas sob pressão costumam aumentar o prêmio exigido na bolsa, especialmente quando o loading câmbio→bolsa é negativo, amplificando a queda de ativos em momentos de depreciação. Já em economias asiáticas com fundamentos relativamente mais equilibrados e juros reais próximos de zero ou levemente negativos (Coreia do Sul, Singapura), a neutralidade da moeda no curto prazo ajuda a sustentar a leitura de que o rali acionário recente tem caráter mais micro/temático (tecnologia, reabertura, fluxos globais) do que defensivo via câmbio.
Do ponto de vista de percepção de risco, os dados de volatilidade mostram um cenário de clara compressão em relação a 3 meses atrás, apesar do noticiário geopolítico carregado. Nos EUA, o VIX do S&P 500 caiu de 19,9 para 14,3 (-27,9%), a volatilidade do Dow Jones recuou de 17,1 para 13,2 (-22,5%), a do Nasdaq 100 de 30,5 para 20,2 (-33,8%) e a do Russell 2000 de 26,3 para 18,5 (-29,7%). Isso sinaliza um ambiente de maior complacência ou confiança em relação a riscos macro tradicionais, mesmo com conflitos em curso. Nos emergentes, a queda é ainda mais expressiva: o índice de volatilidade VXEEM despencou de 39,8 para 21,8, redução de 45,1%, sugerindo forte reprecificação de risco e migração para uma postura mais construtiva em relação a ativos emergentes, alinhada ao desempenho robusto em mercados como Coreia, Nigéria e Singapura. Em commodities, o quadro é mais misto: a volatilidade do ouro recua marginalmente de 28,9 para 27,2 (-5,9%), enquanto o petróleo, ainda muito sensível às manchetes sobre Ormuz e Irã, passa